quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Liberté!

Sento no meu computador e abro o Word, hora da crônica para o meu blog coorporativo. O que escrever? Crônicas falam do cotidiano, então vamos lá. O que está na moda, mesmo? Liberdade de expressão, gesuixarlí, humor caustico, liberdade de imprensa. Colegas fazem piadas com pretos ou viados, são processados e oferecem bananas ao preto pobre coitado: são perdoados. Acendo um marlboro vermelho, tomo um gole de merlot e me sinto o próprio Bukowski, com algumas pitadas de Rubem Braga - claro sou brasileiro, um latino-americano potência, só que não, na verdade não tenho água, mas isso não me importa; talvez me importe, mas se eu escrever sobre isso puxam minha orelha. Melhor é fazer humor caustico, nada acontece, chutar cachorro morto é (p)arte da profissão.           

sábado, 23 de junho de 2012

Jesus e o Careca

carvoeira-florianpopolisUm dos problemas de ter um relacionamento amoroso estável e longo - estável no sentido de sem traições e longo no sentido de mais de um ano de existência – é que você começa a viver das histórias de putaria dos amigos. A putaria do casal ainda existe, claro, mas aquela velha e boa putaria diversificada em parceiros, aquelas trepadas casuais, e bizarrices que decorrem, não acontecem mais com os ajuntados. Assim, depende-se dos amigos e suas histórias. Não estou dizendo que estar em um relacionamento é ruim, ele tem as suas vantagens, as quais só se conhece estando em um. Recapitulando, hoje não faço putarias, mas escuto as histórias de meus amigos. Essa que contarei é real, apenas os nomes serão trocados e aumentos desenvolvidos, mas tudo aconteceu na região mais prolífica para esse tipo de história: os arredores da Universidade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Férias

Uma pausa.

Esse ano vai ser muito corrido com TCC, Estágios Pedagógicos e um projeto que estou desenvolvendo, então o Pântano vai ficar um tempo parado.

Até o final do ano algumas noticias devem aparecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Good Times

toca-discosCalça jeans – “farwest” como ele dizia – boca de sino, botina de couro, camisa de estampas coloridas e aberta até o quarto botão, fivela gigantesca de níquel já fosco pelo suor, colete, cabelo cobrindo os ombros, costeletas – verdadeiras suíças – e um cigarro de filtro amarelo pendurado entre os dedos. Sentado à escrivaninha, a fumaça saindo pelas narinas, escrevendo algo em uma velha máquina de escrever. Os pés batendo junto com o groove vindo do velho toca-discos. Tudo embalado em um marmanjo de 24 anos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais um sonho…

“Amor... amor...”, cada palavra era uma sacudida que ela dava no ombro dele, “acorda, amor...”

Levantando a cabeça e fechando a boca, que esboçava um pequeno filete de baba escorrendo, confuso, talvez ainda bêbado, não pensou muito. “Fala...” Os olhos nem se abriram.

“Amor!” Ela puxou o travesseiro dele em um safanão violento.

Com um salto, ele levantou todo o tronco do colchão, sentando na cama.

“Pronto, acordei!” Coçou os olhos usando as costas da mão. “Que foi, baby?”