quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O rouxinol, a rosa e Wilde

 
Oscar Wilde
 

"Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas", exclamou o jovem Estudante, "mas em todo o meu jardim não há nenhuma rosa vermelha."
Do seu ninho no alto da azinheira, o Rouxinol o ouviu, e olhou por entre as folhas, e ficou a pensar.
"Não há nenhuma rosa vermelha em todo o meu jardim!", exclamou ele, e seus lindos olhos encheram-se de lágrimas. "Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas! Já li tudo que escreveram os sábios, conheço todos os segredos da filosofia, e no entanto por falta de uma rosa vermelha minha vida infeliz."
"Finalmente, eis um que ama de verdade", disse o Rouxinol. "Noite após noite eu o tenho cantado, muito embora não o conhecesse: noite após noite tenho contado sua história para as estrelas, e eis que agora o vejo. Seus cabelos são escuros como a flor do jacinto, e seus lábios são vermelhos como a rosa de seu desejo; porém a paixão transformou-lhe o rosto em marfim pálido, e a cravou-lhe na fronte sua marca."

Oscar Wilde, O rouxinol e a rosa. (Leia o conto completo aqui.)

domingo, 18 de setembro de 2011

Meninos não choram

homem chorando

Eu pensei isso a minha vida toda. Meninos, homens, não choram. Meninas, mulheres, sim. Chorar é fraqueza, falta de força interior...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Confiar em quem?

como-escrever-cronica

Hoje li uma coluna de jornal em que o autor considerava “Varsóvia” e outra palavra semelhante como proparoxítona. Um pequeno erro. Está bem, não foi um pequeno erro, principalmente porque a crônica era uma homenagem apaixonada às proparoxítonas. Citando até a construção de Chico Buarque em certa música, que flutua no ar como se fosse pássaro, escrita como se fosse a última e com os passos tímidos de um bêbado.

Apontando o erro, após ler o texto, a professora de português exclamou em forma de pergunta: “Vamos confiar em quem se nem nos cronistas conseguimos?”

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Poema #2

Cansado[1]

Um cigarro, ou pouco vinho,
Achar a mulher e nela o caminho
Para nessa aflição que ronda
Descarregar o caos sem resposta