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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Azurra

Programa de domingo é sair de casa, ir à Ressacada e ver o Avaí jogar. Claro que com algumas cervejas no caminho e algumas companhias para falar mal da arbitragem, técnico e daquele lateral direito que adora matar as jogadas de ataque. Se não acontecer jogo aqui, e não for televisionado, vale ver o jogo da TV com o radinho de pilha no lado sintonizado no Leão.

Foram dois os jogos mais importantes para os torcedores esse ano, contra o Flamengo e Corinthians. Mas porque esses dois times? Talvez porque até alguns anos atrás aqui em Florianópolis era comum a pessoa torcer pelo Avaí ou figueirense e também torcer por um time de fora, geralmente Vasco ou Flamengo. A chance de ver o Avaí, time do coração, da sua terra, contra o time que você sempre teve muito carinho e torcia na série A, dá um charme à partida. Melhor ainda se o Imperador jogar, ver um dos melhores atacantes que surgiram nos últimos tempos (deixando de lado aqui os problemas pessoais), torcer para que seu time consiga segurar a pequena criança, tudo é mágico para um ano de estréia.

Já o Corinthians sempre teve uma ligação com o figueirense, seja pelas cores ou pelo gavião adotado pelas duas torcidas. Assim de cabeça, não conheço nem um corinto-avaiano. Outro tempero desse jogo é a rivalidade que surgiu na série B de 2008; brigas de jogadores, os dois times querendo ser campeões e o orgulho azurra cansado da segundona. Sem falar de um certo Fenômeno que iria destruir o Avaí. E vamos falar a verdade, o estádio só lotou por causa da presença ilustre do Ronalducho. No aquecimento você o avistava de longe, a camisa de treino branca sem manga recheada por quilos sobressalentes de... humm... habilidade futebolística. Era a segunda vez que ele pisava na Ressacada, na primeira ele havia marcado seu primeiro gol pela Seleção, em amistoso no ano do tetra.

Mas quem foi ao estádio ver o Ronaldo - brilha muito! - se arrependeu, só viu um chute à gol da pelota. Quem brilhou mesmo foi o Avaí. O Timão ficou perdido em campo, envolvido por um Avaí inspirado. É, nós avaianos temos que aproveitar essas horas para se gabar um pouco. Estamos ai, podendo disputar a Libertadores, confirmados na Sul Americana e garantidos na série A do próximo ano, nada mal para uma tartaruga encima do poste.

Três tentos a zero contra o rubro-negro e score de 3 contra 1 no alvinegro. Nos maiores do país. Trinta anos depois, agora com o devido respeito. Esse Avaí faz coisa...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Minha vez

Está na hora do elemento masculino do blog postar sobre futebol. O que melhor que a final da Copa das Confederações?

Os investidores do soccer norte-americano estavam esperando essa hora desde a Copa de 94, quando investiram milhões para popularizar a bola redonda na terra do Tio Sam. Nem Beckham ou Pelé conseguiram empurrar os destemidos yankees para frente no futebol jogado com os pés, somente um título semi-importante como esse poderia realizar o feito. Com a zebra magnífica, desclassificado a favorita Espanha, Hollywood se interessou na história, mobilizando milhões de dólares para uma super promoção de cinema contando a incrível história de um time pequeno que, com raça e determinação dos seus antepassados peregrinos, bateu as melhores seleções do mundo chegando a final e, as God as our witness, chegaria ao título em uma batalha digna de Davi e Golias, é claro que estamos de US and A!

Dito e feito, os yankees ficaram motivados, ainda mais depois das tentadoras ofertas hollywoodianas. O técnico Bob Bradley seria interpretado por, obviamente, Tom Hanks; o atacante Altidore pelo genial Michael Clarke Duncan (À Espera de um Milagre); o craque do time, Landon Donovan por Christian Bale (Batman Beggins). Rumores diziam que Will Smith faria uma participação especial como Barack Obama mandando uma mensagem de “Yes we can!” para os jogadores no vestiário. O time americano veio para cima e, com o espírito Rocky Balboa de superação, abriram o marcador no primeiro tempo. Será que finalmente os EUA teriam sua grande chance no footsoccer? Nem mesmo Zina (“Ronaldo! Brilha muito no Cúrintia”) previa esse resultado.

Mas ai acabou o primeiro tempo. O repórter Mauro Naves confessou nos microfones da Rede Globo sua preocupação com a saúde física do técnico Dunga, “A veia do pescoço dele está mais saltada que o normal”. Nos vestiário o comandante brasileiro mostrou porque era o capitão do tetra. Com uma mijada soberba, gritos na orelha do canela-fina Ramirez e um chimarrão feito com carinho por Paulo Paixão, Dunga motivou o time. O Brasil voltou para o segundo tempo ainda pingando, mas inspirado.

Contentes com a vantagem, os norte-americanos voltaram tranqüilos ao campo. Mas não contavam com a nossa astúcia; Luis Fabiano mostra o poder de reação que só um ex-malaco encrenqueiro pode ter e marca dois gols empatando a partida. Parecia que o jogo ia para a prorrogação, os trinta minutos mais agonizantes do mundo esportivo, mas ainda existia um outro guerreiro em campo. Da zaga surge a face do herói, com a fúria estampada na fronte, Lucimar, o Lúcio, surge voando no meio da área americana e cabeceia o gol da vitória. Em lágrimas de alegria ele corre para o abraço! Os produtores executivos da Universal Studios não acreditavam no que viam, um potencial blockbuster escorria por entre seus dedos. Agora teriam que voltar sua atenção para o filme em homenagem a Michael Jackson, “Moonwalking with children”.

Mas a verdadeira motivação de Lúcio ninguém sabia. Se mostrar útil ao Bayern Munich? Amor a pátria? Que nada, ele queria é ser interpretado por Clive Owen.

domingo, 7 de junho de 2009

ah, o bom gosto...

Ah, o bom gosto. Previlégio de poucos, chega a ser sexy.
Escolha entre vinho e cachaça. Vinho. Playboy e vip. Playboy. Bunda e peito. Os dois. Loiro e moreno. Ruivo. Rico e pobre. Bom de cama. Jornalismo e biologia. Dormir.
E, sim! Cansei dos meus posts de menininha. Quero colocar marcações de macho (oh, god) e poderia listar decisões de bom gosto.
Mas, em questão de Brasil, nada melhor que futebol. Prometi não falar firulinhas, portanto não vou comentar as coxas e os novos penteados dos jogadores. Ah, pois o Ronaldo está com cabelo só por causa de uma empresa de shampoo italiana que ele faz propaganda. Enfim, isso são outros quinhentos. Mil. Ou milhões. Que seja.
Voltando ao assunto, o inacreditável e intrigante, é, definitivamente, ser torcedor do Avaí.
Não queria entrar nesta questão por respeito ao meu querido companheiro de blog. Porém, ao falar de bom gosto, péssimo no caso, é necessário falar dos escandalosos da Ressacada.
Meu sábio pai, colorado desde que nasceu, representante da classe e estirpe brasileira no exterior, sempre disse:
"Há coisas que a gente não escolhe: família, ser feio, casamento nos anos 20 e ler O pequeno príncipe quando pentelho. Agora, opta-se por ser gordo ou não; torcer ou não pelo Inter."
Bom gosto é uma dádiva. Primeiro: emagrecer está na moda! Colegas gordinhas, comprem uma esteira, corram na beira-mar, digam adeus ao sorvete. A ditadura da beleza já venceu a da cultura há anos.
Segundo: sobre times de futebol. O grande sociólogo italiano, Daniel Janning, sempre foi favorável aos dois times de bom gosto do Brasil: Internacional e São Paulo.
Com relação ao Inter não é preciso argumentar. Nota-se pela alegria dos avaianos ao conseguir ter a honra do primeiro gol do campeonato contra o colorado. Perderam, mas parecia vitória.
Já o São Paulo é um time classudo por um ponto que representa o panorama social do momento: cada vez mais os homossexais ganham o espaço da moda. Ser gay é ser fina.
Para os que estão esperando a defesa do figueirense: desilusão! Não perco tempo falando de times da Palhoça. Aos corinthianos: pasta de dente. Aos palmeirenses: a cura da gripe suína. Aos Gremistas: mundial na era dos robôs. Aos juventudistas: 8 a 0. Aos Sportistas: um dia vocês viram leão, gatinhos. Aos flamenguistas: Ronaldo!

Ronaldo!