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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Confiança

garrafa-bebida2

Um grande amigo chegou completamente bêbado à casa de praia em que alugávamos. Eram férias de inverno, ninguém tinha nada para fazer em suas casas, todas eram pequenas e não queríamos passar todas as noites em bares caros da cidade. Então, alugamos uma casa no Pântano do Sul, e, como era baixa temporada, o preço saiu baixo. Muito baixo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cadelinha

cocker

Sentei no banco daquela praça miúda de uma cidade, também miúda, do interior. O tempo nublado, abafado, com golfadas abafadas de vento jogando meu cabelo para cima da barba. Eu não queria me referir a palavra “ócio”, mas aquele era um exemplo de dia ocioso. Sábado morto, como o clima naquela tarde, numa cidade que também parecia morta. A única alma viva na pequena praça era eu, mesmo letárgica de calor.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O caso (parte III-Fim)

(parte I e parte II)

cinzeiro

Todos poderiam passar batidos pelo pequeno caso que rolava. Mas, como sempre, eles foram ficando desleixados, preocupando-se menos com os amigos e começaram a fazer tudo em publico. Mas juravam que era apenas uma vez por semana. Só para aliviar a tensão, sabe como é? Seguravam-se para não fazer mais de uma vez, porque era gostoso, aliviava muito a semana. E o papo era ótimo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O caso (parte II)

(parte I)

vinho2

Continuavam toda semana a se ver, trocar aquela conversa gostosa de novidades e conquistas semanais, tomando uma garrafa de vinho, ou umas garrafas, mas continuavam se vendo. E a amizade continuava forte e longe de desejos sexuais e dramas que poderiam prejudicá-los.

Até uma noite, na terceira garrafa de vinho.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O caso (parte I)

homem-mulher-fumando

Os dois se conheciam há anos. Na verdade, desde o ensino fundamental. Chegou o ensino médio, foram estudar na mesma escola; chegou a faculdade, ai tiveram de se separar. Mas apenas no curso, o campus era o mesmo, então sempre tomavam um cafezinho juntos. Conversa vai, conversa vem, acabavam se atrasando para a próxima aula, ou, pior, para o encontro com seus amantes.