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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais um sonho…

“Amor... amor...”, cada palavra era uma sacudida que ela dava no ombro dele, “acorda, amor...”

Levantando a cabeça e fechando a boca, que esboçava um pequeno filete de baba escorrendo, confuso, talvez ainda bêbado, não pensou muito. “Fala...” Os olhos nem se abriram.

“Amor!” Ela puxou o travesseiro dele em um safanão violento.

Com um salto, ele levantou todo o tronco do colchão, sentando na cama.

“Pronto, acordei!” Coçou os olhos usando as costas da mão. “Que foi, baby?”

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Serrana – Parte III (Fim)

(parte Iparte II)

serrana2

O sargento Rubião planejou como conseguiria a arma, e então João Pardal daria um fim naquele diabo que desvirginara sua filha. Com dois homens seus, cujos nomes foram perdidos na história, Rubião Petrosky matara um assassino qualquer – cujo nome também foi perdido -, que atirara em outro depois de uma desavença decorrente de apostas em jogos de cartas, e incriminou Novembrino. Os três policiais prenderam o pistoleiro e como presente, roubaram-lhe o revólver de prata. Novembrino foi mandado à Capital, onde cumpriria dez anos pelo crime que não cometera. Rubião levou o pagamento a João Pardal que, alegremente, inaugurou seu novo revólver com o marido infiel.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Serrana – Parte II

(parte I)

Revólver Smith & Wesson de prataEm um bolicho, o sargento Rubião, com seu vasto bigode negro como carvão, uniforme cáqui e cabelo à escovinha, sentou-se a mesa com João Pardal.

“Boa tarde.” Disse o sargento com a voz mais séria possível. João levantou os olhos por baixo do chapéu e meneou a cabeça.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Serrana – parte I

Serra-Catarinense

Existem histórias perdidas no coração de Santa Catarina que, se contadas, pessoas achariam que eram do começo do século XX, ou de outra parte do Brasil. Histórias como estas, são comuns até hoje, nesse pequeno e mal cuidado estado do Sul, mesmo que a que contarei aconteceu há mais de trinta anos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Retiro

Retiro de fim de ano proveitoso. O nada para fazer resulta no tempo para fazer algo. Ainda mais com um computador quase sem internet. Três livros excelentes lidos, em pouco mais de uma semana, são o saldo positivo, algumas caixas de cerveja são o saldo colateral, e nada como saldo negativo. Esse é o fim de ano que procuro.