sábado, 23 de junho de 2012

Jesus e o Careca

carvoeira-florianpopolisUm dos problemas de ter um relacionamento amoroso estável e longo - estável no sentido de sem traições e longo no sentido de mais de um ano de existência – é que você começa a viver das histórias de putaria dos amigos. A putaria do casal ainda existe, claro, mas aquela velha e boa putaria diversificada em parceiros, aquelas trepadas casuais, e bizarrices que decorrem, não acontecem mais com os ajuntados. Assim, depende-se dos amigos e suas histórias. Não estou dizendo que estar em um relacionamento é ruim, ele tem as suas vantagens, as quais só se conhece estando em um. Recapitulando, hoje não faço putarias, mas escuto as histórias de meus amigos. Essa que contarei é real, apenas os nomes serão trocados e aumentos desenvolvidos, mas tudo aconteceu na região mais prolífica para esse tipo de história: os arredores da Universidade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Férias

Uma pausa.

Esse ano vai ser muito corrido com TCC, Estágios Pedagógicos e um projeto que estou desenvolvendo, então o Pântano vai ficar um tempo parado.

Até o final do ano algumas noticias devem aparecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Good Times

toca-discosCalça jeans – “farwest” como ele dizia – boca de sino, botina de couro, camisa de estampas coloridas e aberta até o quarto botão, fivela gigantesca de níquel já fosco pelo suor, colete, cabelo cobrindo os ombros, costeletas – verdadeiras suíças – e um cigarro de filtro amarelo pendurado entre os dedos. Sentado à escrivaninha, a fumaça saindo pelas narinas, escrevendo algo em uma velha máquina de escrever. Os pés batendo junto com o groove vindo do velho toca-discos. Tudo embalado em um marmanjo de 24 anos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais um sonho…

“Amor... amor...”, cada palavra era uma sacudida que ela dava no ombro dele, “acorda, amor...”

Levantando a cabeça e fechando a boca, que esboçava um pequeno filete de baba escorrendo, confuso, talvez ainda bêbado, não pensou muito. “Fala...” Os olhos nem se abriram.

“Amor!” Ela puxou o travesseiro dele em um safanão violento.

Com um salto, ele levantou todo o tronco do colchão, sentando na cama.

“Pronto, acordei!” Coçou os olhos usando as costas da mão. “Que foi, baby?”

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Serrana – Parte III (Fim)

(parte Iparte II)

serrana2

O sargento Rubião planejou como conseguiria a arma, e então João Pardal daria um fim naquele diabo que desvirginara sua filha. Com dois homens seus, cujos nomes foram perdidos na história, Rubião Petrosky matara um assassino qualquer – cujo nome também foi perdido -, que atirara em outro depois de uma desavença decorrente de apostas em jogos de cartas, e incriminou Novembrino. Os três policiais prenderam o pistoleiro e como presente, roubaram-lhe o revólver de prata. Novembrino foi mandado à Capital, onde cumpriria dez anos pelo crime que não cometera. Rubião levou o pagamento a João Pardal que, alegremente, inaugurou seu novo revólver com o marido infiel.